IMPRENSA

Um diálogo com o tempo profundo.

Telmo Guerra trabalha na interseção de três coisas: uma técnica com 45.000 anos, um material feito para durar mais que o momento da sua criação e uma questão recorrente sobre limiares. Abaixo, cada parte da prática por sua vez.

"Um diálogo com o tempo profundo."

A gravação em baixo-relevo está entre as mais antigas formas de expressão artística, com origens em marcações nas paredes de cavernas com mais de 45.000 anos. Cada trabalho inscreve um gesto contemporâneo nessa continuidade milenar.

Gravação

"Construído para durar mais do que o momento da sua criação."

A cerâmica é o seu meio principal, escolhida pela sua durabilidade. O material preserva o traço da mão, resiste ao tempo e às intempéries, e espelha a persistência da memória e da experiência vivida.

Cerâmica

"O rosto inquieta, confronta, cria um encontro."

Em torno de rostos humanos gravados, motivos de azulejo português e formas geométricas convergem. Um encontro de culturas da Península Ibérica ao Mediterrâneo, Médio Oriente e Ásia.

Rosto e Padrão

NO ESTÚDIO

A PORTA

"Uma passagem entre dois estados, dois mundos, dois níveis de consciência."

A porta tem sido o motivo central de Telmo ao longo de mais de uma década de prática. O seu significado não é arquitetónico, mas filosófico: cada limiar é uma questão sobre o que se deixa para trás e o que se escolhe entrar.

As portas assumem muitas formas, em madeira, cerâmica e pedra. Algumas são autónomas, outras são montadas em paredes. Algumas exibem rostos, outras apenas padrões geométricos. O que partilham é o gesto: a implicação de movimento, de decisão, de travessia.